Há cem milhões de anos, tudo era diferente. Havia dinossauros na terra, animais gigantes no mar e os continentes estavam organizados de outra maneira. Mas algo seria familiar para olhos modernos: a polinização. Recentemente, cientistas encontraram grãos de pólen em pequenos insetos preservados em âmbar do período Cretáceo, o registro de polinização mais antigo que conhecemos.

Atualmente, mais de 80% das espécies de plantas dependem dos insetos para transferir pólen e garantir  a reprodução. Muitas flores têm partes especializadas que atraem insetos, e muitos insetos têm pelos adaptados correspondentes para coletar e carregar pólen. Mas nem sempre foi assim: a polinização evoluiu durante milhões de anos e provavelmente começou no início do Cretáceo, talvez com insetos como esses, do grupo chamado de tripes (criaturas com asas franjadas com menos de dois milímetros). Seis desses animais foram preservados no âmbar descoberto pelos pesquisadores e, com eles, estavam centenas de grãos de pólen, provavelmente de uma cicadófita ou de uma árvore de ginkgo.

Reproduzido de Scientific American

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