Dois pesquisadores estão relacionando um fenômeno de aparência similar a flores nos territórios esquimós do norte canadense com a origem da vida. Jeff Bowman, aluno de pós-graduação da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, e Jody Deming, seu orientador na instituição, registraram um fenômeno em territórios congelados no Oceano Ártico.

Foto 30 de 38 – Flores de gelo que cobrem o Oceano Ártico alojam muitas bactérias e micro-organismos, mesmo com temperaturas negativas. O fenômeno pode dar pistas sobre como a vida se manifesta em condições extremas, diz dupla da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, que investiga as estruturas Reprodução/Mathias Wielz

Eles tiraram fotografias de milhares de ‘flores de gelo’ que cobrem a água do polo Norte quando as temperaturas baixam para – 22 graus Celsius. Embora a geada ‘desabroche’ nas duas regiões polares com frequência, ainda se sabe pouco sobre a natureza química, física e biológica dessas estruturas.

As formas pontiagudas das flores – formações que surgem a partir de imperfeições da superfície congelada – abrigam milhares de micro-organismos e bactérias e tornam-se uma espécie de ecossistema temporário, assim como os recifes de coral.

A pesquisa que combina oceanografia, microbiologia e ciências planetárias investiga como a vida se manifesta em situações extremas, informação que será útil, alega a dupla, na busca de possíveis vestígios extraterrestres em planetas e satélites cobertos de gelo no espaço.

Os dois afirmam que aprenderam a cultivar as flores de gelo em laboratório para que o estudo não fosse interrompido quando eles tivessem de voltar para a universidade. Agora, eles estão trabalhando na construção de uma câmara especial para que reproduzir os experimentos fora do continente gelado.

Fonte: UOL

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